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SERVIÇOS

GERAÇÃO ENERGÉTICA COM FONTES RENOVÁVEIS

Objetivo do estudo
Identificar países com histórico e projeção de alta proporção de energia gerada com fontes renováveis para decisões de instalações de novos data centers

Metodologia
Regressão linear temporal validada com K-fold

Limitações
Assume continuidade das tendências atuais
Não considera mudanças políticas ou tecnológicas
Horizonte limitado a 2 anos

História

A relação entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade energética permanece complexa e não-linear, com a transição global ainda fortemente dependente de decisões políticas e crises geopolíticas. O crescimento global vem sendo sustentado, mas de forma desigual. A média global de energia renovável cresceu de 29% (2011) para pico de 41,5% (2023), impulsionada principalmente pelo Acordo de Paris (2015) e quedas drásticas nos custos de solar e eólica. Contudo, a queda para algo próximo a 39%, em 2024, exige investigação - pode refletir reativação temporária de carvão devido à crise energética europeia pós-invasão da Ucrânia ou ser artefato metodológico de dados preliminares.

 

Há divergência de shares renováveis, se formos observar por porte de país. Países pequenos já alcançaram cerca de 68% de energia renovável (principalmente de fonte hidrelétrica). Em contraste, países muito grandes mantêm apenas 31% renovável, revelando a inércia estrutural de grandes economias dependentes de combustíveis fósseis. Esta disparidade indica que a transição energética global depende criticamente da China, EUA e Índia.

 

Existem implicações para localização de data centers sustentáveis. Pela tendência temporal, países pequenos e médios com alta % renovável (Costa Rica, Uruguai, Noruega) oferecem não apenas sustentabilidade atual, mas trajetória histórica estável. Grandes economias, apesar de crescimento gradual, ainda apresentam volatilidade relacionada a crises energéticas, tornando-as investimentos de maior risco para infraestrutura de longo prazo focada em sustentabilidade.

Validação

Validação.png

O gráfico de pontos, acima, compara a média real do share de energia gerada com fontes renováveis e a média prevista pelo modelo, nos anos 2023 e 2024. É possível verificar que o modelo está ajustado, ainda que predizendo com leve conservadorismo.

O modelo de regressão linear foi validado com o método KFold e demonstrou performance científica robusta, explicando em média 91% da variabilidade nos dados de energia renovável através de tendências temporais previsíveis. A validação temporal com dados de 2023-2024 confirma a capacidade de generalização do modelo para previsões de 2025-2026, com erro médio abaixo de 10% para consideração em planejamentos estratégicos.

Para a análise bivariada abaixo, utilizei as previsões do modelo com corte por países que possuem alta % de renovável, nas matrizes energéticas dos países (75º percentil em 2026): a partir de 69.9%, e baixa demanda energética dos países (50º percentil em 2026): 3821.6 kWh/pessoa.

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Com base neste estudo, parte-se para uma lista de 19 países que se destacam tanto na alta proporção de  renováveis para geração de energia, quanto uma baixa demanda per capita. Destes, 17 países permanecem corroborados, nos dados históricos de curto prazo.

Países sugeridos para considerar novas instalações, com base em geração de energia sustentável:​Angola, República Democrática do Congo, Etiópia, Quênia, Moçambique e Zâmbia (África). Brasil, Equador, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Costa Rica e Guatemala (América Latina e Central). Quirguistão, Laos, Nepal e Tajiquistão (Ásia).

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